Atalho para Facebook
Atalho para Twitter
Atalho para Youtube
Atalho para Instagram
Atalho para Flickr
Atalho para Facebook
Atalho para Twitter
Atalho para Youtube
Atalho para Instagram
Atalho para Flickr
Logotipo da ESMP
espaço

Wednesday, 16 de october de 2013

“A Copa do Mundo não acontece apenas nos estádios”

Especialista americano e Comitê de Gestão da Copa falam sobre o gerenciamento de riscos em 2014
Especialista americano e Comitê de Gestão da Copa falam sobre o gerenciamento de riscos em 2014

Nesta quarta-feira, 16/10, a Escola Superior do Ministério Público promoveu o “Seminário Internacional: Copa do Mundo e Gerenciamento de Riscos”, com a presença do americano Peter Tarlow, especialista em Segurança Pública e Turismo; Ph.D. em sociologia pela Universidade do Texas, e Consultor da polícia do Estado do Rio de Janeiro para a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. O evento contou com o apoio do Consulado dos Estados Unidos em São Paulo.

O consultor americano falou sobre três desafios para o País: a segurança do turista; a recuperação da imagem econômica e política do Brasil no exterior; e a prevenção e repressão aos grupos que podem causar conflitos durante o evento com o objetivo de desestabilizar o Poder Público. 

"Se a policia não tiver mão firme, é possível que organizações como o PCC utilizem a violência para chantagear o Governo. A cada 1 real perdido sem a prevenção da violência, serão gastos R$ 100 para a repressão.”, avalia o especialista, ao reforçar a necessidade de um banco de dados integrado entre as polícias e uma estratégia efetiva de combate ao terrorismo no Brasil, considerando as últimas declarações de uma organização criminosa que atua dentro e fora dos presídios paulistas, que teria prometido promover a “Copa da Violência” no próximo ano.

Peter Tarlow também chamou a atenção para as diversas matérias internacionais que mostram um cenário de violência permanente no País. “Lá fora, tem-se a impressão de que o Brasil está em guerra. Só quando estamos aqui vemos que há muitos exageros", diz.

Um dos aspectos ressaltados pelo especialista, que presta consultoria para a polícia do Rio de Janeiro para a segurança de grandes eventos, é que a Copa do Mundo não se resume ao que acontece dentro dos estádios, mas em toda a cidade.

“Os policiais precisam saber até mesmo da biografia das camareiras dos hotéis em que os turistas vão se hospedar. O evento em parte, é esporte, mas na maior parte, é uma grande festa. Por isso, todo cuidado é necessário”. E, frisa: a imagem projetada no próximo ano será decisiva para o desenvolvimento econômico e social do País.

"Precisamos pensar em como tudo será visto pela Televisão. Não esqueçam de que o público não é apenas quem está participando do evento, mas o mundo inteiro. Todos estarão assistindo. A Copa deve ser vista como uma estratégia nacional para o crescimento do Brasil no cenário internacional.", afirma.

Sobre o risco da ocorrência de manifestações públicas durante os jogos, Tarlow defende que a responsabilidade pelo controle e pela ordem não pode ser apenas das polícias.

“Devemos capacitar as polícias para ganharem o coração do povo. Quando as pessoas se identificam com os policiais, concordam com a proteção que recebem e reagem contra quem os agride. O cidadão deve ser um aliado das polícias e compartilhar informações. A responsabilidade pelo sucesso da Copa não é de apenas uma Instituição ou órgão, mas de todos os brasileiros”, conclui.

Participaram do evento o Promotor De Justiça Paulo Castilho, idealizador do Estatuto do Torcedor; Marcos Sampaio e Marcelo Utti, representantes do Comitê Paulista de Gestão da Copa, e a Promotora da Justiça Valéria Diez Scarance Fernandes, Assessora da ESMP.


espaço
espaço
 
espaço
Rua Treze de Maio, 1259 - Bela Vista - São Paulo (SP) - CEP: 01327-001 - PABX: (11) 3017-7755/7774/7990

Todos os direitos reservados