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Wednesday, 12 de july de 2017

Promotoria obtém condenação de líder de grupo de extermínio em Ribeirão Preto

Policial de grupo criminoso de investigadores e delegado responde a outras dez mortes
Policial de grupo criminoso de investigadores e delegado responde a outras dez mortes

Em julgamento encerrado nesta terça (11/7), o promotor de Justiça Marcus Túlio Nicolino, que atua na Promotoria do Júri em Ribeirão Preto, obteve a condenação do ex-policial civil Ricardo José Guimarães. A juíza Isabel Cristina dos Santos sentenciou o réu a 72 anos de prisão por homicídio duplamente qualificado pelas mortes de Anderson Luiz de Souza e Enock Moura. Guimarães responde a processos por outras dez mortes que cometeu na época em que chefiava um grupo de extermínio, que atuou entre 1995 e 2003 em Ribeirão Preto.

Os investigadores de polícia Fernando Serrano e Pedro Moretti Júnior e o delegado Sérgio Siqueira também são acusados de integrar o mesmo grupo criminoso e serão julgados em outra data.

Anderson e Enock tinham respectivamente 15 e de 18 anos quando morreram baleados com 18 tiros em 1996. Eles eram suspeitos de cometer crime de ameaça. A defesa sustentou que os jovens resistiram à prisão e trocaram tiros com policiais antes de serem fatalmente atingidos. O Ministério Público defendeu que houve evidências de execução e que as armas supostamente usadas pelas vítimas foram plantadas na cena do crime por um perito, como explica Nicolino:

“Os policiais civis acionaram um perito ligado a eles e que não estava de plantão no dia dos homicídios. Esse perito levou armas de sua casa, colocou na cena do crime e forjou laudos. Além disso, os policiais colocaram drogas nos bolsos das vítimas e as testemunhas convocadas não depuseram, apenas assinaram depoimentos sem saber do que se tratavam”.

Uma denúncia anônima chegou à Ouvidoria da Polícia Civil, relatando os crimes cometidos pelos agentes na época, mas a investigação foi arquivada. Em 2003 uma denúncia anônima com o mesmo teor chegou ao MPSP, que acionou a Corregedoria da Polícia Civil  e ofereceu a denúncia à Justiça.

Nicolino destacou o brilhante trabalho feito pelo promotor de Justiça Luiz Henrique Pacini Costa, que investigou os fatos e ofereceu a denúncia:

"Luiz Henrique Pacini Costa tocou a investigação quando os criminosos ainda estavam em atividade na polícia. Mesmo sofrendo ameaças, de forma corajosa em conjunto com a corregedoria da Polícia Civil ele conseguiu revelar este e diversos casos de grupos de extermínio".

Guimarães foi preso em 2004, condenado a 16 anos por formação quadrilha e contrabando. Fugiu e permaneceu foragido até 2007, quando foi preso novamente em Tremembé, onde permanece.  Ele será julgado novamente em duas datas: 18 de junho, pela execução de Thiago Xavier de Stefani, de 21 anos, morto com dois tiros na cabeça em 2003 e em 17 de agosto, pelo homicídio de dois policiais em Santana do Livramento (RS).


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