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Friday , 10 de november de 2017

Membros do MPSP concluem visitas para divulgar “Vozes pela Igualdade de Gênero”

Segunda edição do concurso musical incentiva composições em prol dos direitos LGBT
Segunda edição do concurso musical incentiva composições em prol dos direitos LGBT

Membros do Ministério Público de São Paulo concluíram o ciclo de visitas a unidades de ensino de várias regiões do Estado de São Paulo para divulgar a segunda edição do concurso musical “Vozes pela Igualdade de Gênero”, que em 2017 tem o tema #RespeitaAsDiferenças. Promotoras e promotores de Justiça visitaram escolas e uma unidade da Fundação Casa para discutir assuntos ligados a igualdade de gênero e diversidade sexual.

“Quando realizamos a visita, os alunos já tinham composto três músicas. Ficamos impressionados com a adesão dos jovens ao concurso”, afirma a promotora Fabíola Sucasas, que esteve na Escola Estadual Sítio Conceição, em Cidade Tiradentes. Segundo ela, os alunos se revelaram muito engajados com a causa da defesa da diversidade. Para Fabíola, as músicas que alunos daquela unidade de ensino já haviam criado trazem mensagens de esperança e de consciência sobre a importância do respeito às diferenças como algo fundamental no combate à violência.

Em Ubatuba, a Escola Eduardo Correa da Costa Junior foi visitada por Thais Sepulveda. A promotora de Justiça se disse surpresa diante do grande interesse pelo tema abordado. “Durante minha fala, vários alunos fizeram perguntas e muitos quiseram contar experiências já vivenciadas por eles. O professor que acompanhou a atividade relatou casos de alunos que, por conta da intolerância, sofreram muito, alguns chegando até a preferir mudar de escola”. De acordo com Thais, um dos assuntos que mais chamaram a atenção dos participantes foi o uso no nome social por travestis e transexuais. “Foi incrível perceber o quanto eles se dispõem a ouvir de forma respeitosa, bastando que haja alguém disposto a fazer este trabalho de expandir os conceitos.

Impressões parecidas tiveram as promotoras de Justiça Cristiane Hillal e Elisa Camuzzo, que estiveram numa escola da rede pública e também numa unidade da Fundação Casa em Campinas. Na ocasião, os alunos da escola perceberam a importância do protagonismo juvenil na construção de uma sociedade mais justa. Já na Fundação Casa, as promotoras conseguiram vencer a postura inicialmente defensiva dos internos, que muitas vezes estão inseridos em ambientes marcados pelo machismo e pela homofobia. “Mas eles até mais participativos e questionadores que os alunos da outra escola visitada”, revelam as membros do MPSP. “. Os adolescentes da Fundação estão estigmatizados por uma relação conflituosa com a lei e achamos que foi muito importante para eles se sentirem incluídos neste chamado para a construção de um mundo mais tolerante e respeitoso com a diversidade. Afinal, eles também têm vozes para serem ouvidas, e é bom frisar que o mundo machista e homofóbico vitimiza meninas e meninos”.

Em Bauru, o “Vozes pela Igualdade de Gênero” foi divulgado junto a alunos da rede pública de ensino pelo promotor de Justiça Lucas Pimentel. Para ele, os jovens já estavam antenados com as questões relacionadas a violência de gênero e promoveram uma calorosa recepção. “Os jovens participaram ativamente, com manifestações de suas opiniões, além de apresentarem perguntas sobre o tema”, conta.

A Escola Estadual Jardim Maria Dirce III, em Guarulhos, recebeu visita da promotora de Justiça Daniela Romanelli. Em sua opinião, os participantes tiveram a chance de perceber o quanto a questão do respeito às diferenças está presente em suas vidas. “Ficou evidente que eles tem consciência de que a conduta de cada um pode agravar problema da desigualdade ou ser o início da modificação da cultura da desigualdade que ainda impera na sociedade”, disse. De acordo com a promotora, a unidade de ensino já conta com uma música escrita para o concurso. “É a melhor expressão da grande sensibilidade que eles tem para o tema”.

Na edição de 2017, o “Vozes pela Igualdade de Gênero” convida estudantes de todo o Estado para criarem uma composição que valorize a tolerância, o respeito e combata qualquer tipo de discriminação de gênero e de orientação sexual. Como na primeira edição, a música vencedora será gravada pela Midas Music, do produtor Rick Bonadio. 

O concurso terá três fases: a primeira será a escolha pela escola, que será responsável por formar uma comissão multidisciplinar composta por profissionais que farão a avaliação e a seleção das músicas inscritas, e envio de uma composição musical à Diretoria de Ensino até o dia 27 de outubro a segunda fase será a escolha da Diretoria de Ensino, que fará a avaliação e seleção das músicas recebidas das escolas até o dia 7 de novembro; a última fase será a escolha da comissão julgadora formada por representantes do MPSP, da Secretaria da Educação e da área musical, de 10 finalistas que por fim, passarão pelo votação popular online de 21 a 30 de novembro, de onde sairá a grande vencedora.

Mais fotos das últimas visitas estão disponíveis aqui.


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