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Thursday , 04 de july de 2019

Denunciado pelo Gaeco, policial que colaborava com tráfico em Campinas é condenado

Paulo Cardoso realizava troca de entorpecentes apreendidos
Paulo Cardoso realizava troca de entorpecentes apreendidos

Denunciado pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) por envolvimento com o tráfico de drogas, o policial civil Paulo Ribeiro Cardoso foi condenado na última semana em Campinas a 12 anos, 9 meses e 22 dias de reclusão, em regime fechado, sem o direito de recorrer em liberdade. A Justiça ainda o perdimento de bens arrecadados pelo réu durante o processo. 

A condenação de Cardoso decorre da Operação Tormenta, deflagrada em 2016 para identificar eventuais membros e atividades criminosas desenvolvidas pela organização criminosa PCC na região de Campinas. As investigações identificaram a existência de organização criminosa "paralela" ou "parceira" que, de forma independente, era voltada para a prática do tráfico de drogas, relacionando-se com o PCC e sendo chefiada por Bruno Luis Soares Figueiredo, policial civil que, à época dos fatos, atuava no Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc). Vanilda Candida Machado, companheira de Figueiredo e que mantinha relação com o PCC, também integrava o grupo. Eles contavam ainda com comparsas responsáveis pela parte operacional do esquema.

Apurou-se que Vanilda mantinha estreito relacionamento com lideranças do PCC, inclusive com um dos fundadores da facção. Por isso, era a responsável pelas tratativas a respeito do fornecimento de drogas da organização parceira para o PCC. Figueiredo, por sua vez, valendo-se de suas prerrogativas como policial do Denarc, tinha a função de coordenar e apoiar todas as ações de seus comparsas para a prática do tráfico de drogas. 


Ademais, a organização parceira também se dedicava a outra atividade. Conforme apontaram as investigações, Figueiredo era um dos responsáveis pela substituição de porções de drogas que estavam apreendidas e armazenadas no interior da sala-cofre do Denarc, e que aguardavam autorização judicial para incineração. Para tanto, Figueiredo contava com a participação de Cardoso, que trabalhava dentro do cofre e que passava as informações necessárias para a concretização da substituição, bem como providenciava a troca das porções, haja vista a facilidade de acesso ao entorpecente. A atividade consistia na substituição de porções de cocaína com alto teor de princípio ativo, por porções similares, mas contendo droga com baixo percentual de pureza, no mínimo necessário para que eventual exame químico apontasse a presença de resquícios do psicotrópico.

Cardoso viabilizava ainda a substituição dos lacres que fechavam as embalagens com os entorpecentes. No lugar dos lacres verdadeiros, eram cópias falsificadas dos mesmos. Cardoso repassava para Figueiredo os números dos lacres das embalagens contendo as porções de drogas que seriam substituídas. Além disso, ele transmitia ao comparsa as características das embalagens das drogas, tais como cor e formato dos invólucros, para que fossem confeccionados pacotes semelhantes. 

Com as peças de drogas confeccionadas pelos outros membros da associação criminosa, similares àquelas que estavam armazenadas na sala-cofre, Figueiredo entregava as porções a Cardoso, que providenciava a substituição do entorpecente de “melhor qualidade” pela mistura preparada pelo grupo criminoso, inclusive com a colocação dos lacres falsificados.

Após a substituição do entorpecente, a droga “pura” era vendida pelo grupo criminoso a traficantes vinculados ao PCC, que a distribuíam para o consumo no varejo, assegurando grande lucro aos líderes da associação criminosa. Pesquisas feitas em nome de Cardoso apontaram a existência de patrimônio e sinais exteriores de riqueza absolutamente incompatíveis com suas conhecidas fontes lícitas de renda, o que reforça a afirmação de sua participação na organização criminosa e nas atividades ilícitas. 


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