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Wednesday, 09 de october de 2019

Em Barueri, Bechara defende inteligência artificial como meio para obter maior eficiência

Secretário-executivo da PGJ se reuniu com promotores da região nesta quarta-feira
Secretário-executivo da PGJ se reuniu com promotores da região nesta quarta-feira

Bechara em Barueri

Em reunião de grupo de estudo formado por promotores de Justiça da região de Barueri, o secretário-executivo da Procuradoria-Geral de Justiça, Fábio Bechara, falou sobre os avanços e desafios enfrentados pelo MPSP na área da inteligência artificial. “A inteligência artificial possibilita que máquinas aprendam com experiências, se ajustem a novas entradas de dados e executem tarefas como seres humanos”, disse Bechara ao explicar o conceito de I.A. Segundo ele, os impactos mais relevantes na rotina da instituição se referem a menos esforço, mais tempo, mais agilidade, maior mobilidade, além de resolutividade e eficiência. 

Ele explicou aos promotores as inovações dessa área que estão sendo implementadas na atual gestão, como o Sisap, desenvolvido com o objetivo de facilitar o dia a dia das Promotorias para que o trabalho possa ser realizado em equipe, permitindo que o promotor e o procurador de Justiça dediquem o tempo às suas atividades principais. Segundo Bechara, a camada de dados está sendo estruturada de maneira que, no futuro, o sistema possa receber tecnologia de inteligência artificial com o intuito de encontrar trabalhos repetitivos e automatizá-los, reduzindo a carga de trabalho operacional e também evidenciando informações que antes não podiam ser analisadas. 

O secretário-executivo também detalhou a Soli (Solução de Inteligência do MPSP), cujo objetivo é gerar ações preventivas a partir de múltiplas análises, cruzamento de informações, análise preditiva e diagnóstica. “Também é possível gerar a análise de múltiplas bases de dados internos e externos, transformar o dado bruto em informação de fácil interpretação, fornecer apoio na tomada de decisão estratégica, criar diversos relatórios e dashboards, além de auxiliar do desenvolvimento de ações bem direcionadas e fundamentadas por meio de informações confiáveis”, explicou.

Bechara falou ainda sobre outras ferramentas como o Flow e o Powerbi, ambas do Office 365, e o Cellebrite, que é uma solução de extração e análise de dados para dispositivos móveis e computadores. “Por meio do Cellebrite é possível efetuar análises complexas utilizando algoritmos de inteligência artificial embutidos na própria solução, que, de forma simples, descobre indícios escondidos em textos, imagens e vídeos”, disse. De acordo com o secretário-executivo, é possível também com esse recurso analisar os vínculos entre contatos e celulares apreendidos, descobrir qual o nó mais forte ou com mais conexões da rede de relacionamento, pesquisar por palavras-chaves em documentos, e-mails ou conversas de WhatsApp, fazer a classificação de rostos por meio de banco de dados predefinido e ainda realizar a geolocalização e rastro de movimentação dos celulares por meio de coordenadas,” afirmou. 

Bechara detalhou o novo aplicativo Linha Direta, canal de denúncia do MPSP que ficará centralizado na Ouvidoria da instituição. Por meio dele a sociedade poderá enviar denúncias identificadas ou sigilosas ou fazer registros rápidos e precisos de locais de ocorrência. “O aplicativo aceita até 4 anexos de 50 MB e tem um painel para administrar a gestão e fazer o acompanhamento das denúncias”, explicou. De acordo com ele, a versão 2.0 está em desenvolvimento e será adicionado um chatbot no modelo "perguntas e respostas" para sanar dúvidas da população. 

O Alfresco foi apresentado pelo secretário-executivo como a nova base de dados da instituição sobre operações criminosas. Segundo ele, com proposta colaborativa, o novo banco de dados está sendo organizado pelo Núcleo de Inteligência e Gestão de Conhecimento (NGC) e fica fisicamente alocado no Centro de Tecnologia, Informação e Comunicação (CTIC). Bechara disse que a plataforma foi eleita pelo Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC) como base de dados para investigações do Ministério Público sobre organizações criminosas, mas cujo conteúdo pode ser utilizada em qualquer atuação funcional, pois fornece acesso móvel fácil de conteúdo e proporciona ao usuário uma experiência de colaboração simples, além de ajudar a maximizar o valor do conteúdo.  

O secretário-executivo contou sobre o desenvolvimento de robôs para pesquisa em múltiplas bases de dados como redes sociais por estudantes da FIAP (projeto Challenge). De acordo com ele, o objetivo é entregar para promotores e procuradores de Justiça uma solução capaz de realizar pesquisa em diversas bases de dados simultaneamente, localizando pessoas ou empresas e gerando um único relatório consolidado. “A solução de robôs de pesquisa eliminará grande parte do trabalho de pesquisa do Centro de Apoio de Execuções (Caex) e das Promotorias de Justiça”, afirmou. Bechara também comentou sobre a assistente jurídico-administrativa denominada Yuki, que é uma inteligência artificial no formato de chatbot criada para auxiliar gestores de áreas ligadas ao universo jurídico, de recursos humanos e compliance; e ainda para realizar consultas diversas e fornecer documentos.

“A Yuki pode ser treinada em qualquer área do conhecimento como legislação trabalhista, procedimentos de recursos humanos, boas práticas corporativas, assuntos tributários, relacionamento com o consumidor, etc”, explicou Bechara, que disse ainda que os objetivos são reduzir em 100% o tempo dos gestores com questões de caráter objetivo e em 90% para aquelas de caráter subjetivo. “A tendência pela própria característica de um mecanismo dotado de inteligência artificial é que os percentuais de êxito tornem-se cada vez melhores”, concluiu.  

Além de Bechara, compuseram a mesa de abertura dos trabalhos a promotora de Justiça Celeste Leite dos Santos e o secretário da Promotoria de Barueri, Marcos Lira.  Na ocasião, 
 a promotora de Justiça Renata Fuga, de Santana de Parnaíba, foi eleita por aclamação e por unanimidade como coordenadora das Promotorias de Justiça da região.

Também acompanharam a reunião os procuradores de Justiça Beatriz Pinheiro, Mário Augusto Vicente Malaquias, Tiago Zarif (coordenador do Centro de Apoio Cível – CAO Cível), José Carlos Cosenzo (coordenador de Assuntos Estratégicos), Luiz Antônio Nusdeo e Cícero José de Morais.

Clique aqui para assistir vídeo do promotor sobre o assunto.

Clique aqui para baixar vídeo do promotor sobre o assunto.


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