Em ato de apoio a Amauri Silveira Filho, PGJ pede derrubada de veto a projeto que classifica a carreira como atividade de risco
Em ato de apoio a Amauri Silveira Filho, PGJ pede derrubada de veto a projeto que classifica a carreira como atividade de risco
Autoridades de várias partes do Estado se deslocaram para Campinas
Na noite desta segunda-feira (22/9), o auditório do MPSP na Cidade Judiciária ficou lotado para a realização do ato de apoio e solidariedade ao promotor de Justiça Amauri Silveira Filho e às autoridades do sistema de Justiça e segurança pública de Campinas. "É preciso demonstrar, cotidianamente, que o Estado é mais organizado que o crime organizado e o nosso país não irá se desviar da sua vocação de se transformar em uma nação cada vez mais livre, justa e solidária. Para tanto, o Estado brasileiro precisa dar suporte aos agentes da lei", declarou o procurador-geral de Justiça, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, destacando a necessidade da derrubada do veto presidencial ao Projeto de Lei 4015/23, que reconhece carreiras do sistema de Justiça como atividade de risco. “Não recuaremos sequer um centímetro. O Brasil deve se unir nesta luta e tenho insistido em que nossas ações devem ficar longe das disputas políticas e das pautas ideológicas. Segurança pública se faz abaixo de palanques e acima dos partidos, dentro da lei, mas com muita firmeza", ressaltou o PGJ, replicando, de certa forma, os termos da nota que divulgou por ocasião da deflagração da Operação Pronta Resposta, que resultou na prisão de alvos que planejaram a execução de Silveira Filho e um oficial da Polícia Militar.
O promotor afirmou que não é a primeira vez que enfrenta essa situação nesses seus 20 anos de carreira, oito deles coordenando os núcleos do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO). "Ainda estou aqui. E aqui pretendo permanecer enquanto o doutor Paulo Sérgio autorizar minha permanência no GAECO e enquanto Deus permitir", disse ele, agradecendo a presença de membros do MPSP, magistrados, oficiais da PM, delegados da Polícia Civil e advogados de todas as partes do Estado. "Para mim é sempre uma emoção estar aqui em Campinas. O GAECO me formou como promotor", sublinhou o secretário do Conselho Superior do MPSP, Arthur Lemos Junior. "Hoje, nós falamos para o Amauri: ninguém fica para trás".
O comandante do policiamento na região de Campinas, coronel Leonardo Akira Takahashi, também se manifestou. "Temos estreitado nossa integração com o Ministério Público. A PM estará ao lado de todos os senhores. Estamos do mesmo lado, estamos na mesma luta", disse o coronel, que comanda um efetivo pelo policiamento de 38 municípios com mais de 13 milhões de habitantes. "A Polícia Civil está aqui para apoiar todos os senhores. Esse é um compromisso da Polícia Civil", registrou o delegado divisionário Luis Henrique Joia. "Falo aqui coo aquela que conviveu com o Amauri desde a faculdade", anotou Luciana Gonçalves de Freitas, presidente da Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil em Campinas. Para ela, o promotor tem como características e obstinação e a dedicação. "Como cidadã, nem tenho palavras para agradecer vocês", realçou Luciana, dirigindo-se aos promotores e policiais presentes ao auditório.
Além das autoridades a quem a palavra foi franqueada, integraram a mesa de honra o ouvidor do MPSP, Tiago Zarif, o promotor Fernando Pereira (diretor da Associação Paulista do Ministério Público) e a juíza Patrícia Suárez Pae Kim.