Link de exemplo

Voltar para Notícias

Criminal

GAECO cumpre 18 mandados de prisão por envolvimento com PCC e tribunais do crime

Operação Janus foi deflagrada nesta terça-feira

O MPSP, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), deflagrou nesta terça-feira (21/7) a Operação Janus, destinada ao cumprimento de 18 mandados de prisão preventiva e 18 mandados de busca e apreensão expedidos pela Vara Estadual de Organizações Criminosas e Lavagem de Bens, Direitos e Valores, no âmbito de investigação que apura a atuação de operadores financeiros que atuaram em favor do Primeiro Comando da Capital (PCC). 

A operação é desdobramento das investigações desenvolvidas nas Operações Bazaar, Recidere e Salus et Dignitas e tem por objetivo aprofundar a apuração sobre indivíduos suspeitos de movimentar recursos financeiros, realizar operações de conversão de dinheiro em espécie em transferências bancárias e atuar na ocultação, circulação e disponibilização de valores atribuídos à organização criminosa. 

Segundo os elementos reunidos na investigação, os investigados teriam realizado operações envolvendo entrega de numerário em espécie, transferências bancárias, utilização de empresas e contas de terceiros e movimentação de recursos em benefício de integrantes e colaboradores da facção. As apurações também indicam a participação dos investigados em reuniões destinadas à resolução de conflitos patrimoniais submetidos a integrantes da organização criminosa, em episódios identificados pelos investigadores como “tribunais do crime”. 

Além das prisões e buscas, a Justiça deferiu medidas cautelares patrimoniais que incluem o bloqueio de contas bancárias e aplicações financeiras, a indisponibilidade de imóveis e veículos e o sequestro de bens atribuídos aos investigados. As decisões judiciais também determinaram o bloqueio de ativos financeiros de pessoas físicas investigadas até o limite de R$ 10 milhões por investigado, bem como medidas de constrição sobre pessoas jurídicas apontadas pela investigação como integrantes da estrutura financeira apurada. 

O cumprimento das ordens judiciais conta com apoio do Comando de Policiamento de Choque (CPChq), por meio de equipes do 1º Batalhão de Polícia de Choque Tobias de Aguiar (ROTA), do 3º Batalhão de Polícia de Choque e do 4º Batalhão de Polícia de Choque (COE), mobilizando 57 policiais militares e 19 viaturas.

A denominação da operação faz referência a Janus, divindade romana associada às passagens e transições, remetendo à atuação investigada de movimentação de recursos entre o dinheiro em espécie e o sistema financeiro formal.