No Superior Tribunal de Justiça, MPSP barra conversão de prisão de Deolane em domiciliar
No Superior Tribunal de Justiça, MPSP barra conversão de prisão de Deolane em domiciliar
Influenciadora digital foi alvo da Operação Vérnix
O MPSP barrou, no Superior Tribunal de Justiça (STJ), agravo regimental em Habeas Corpus por meio do qual a defesa da influenciadora digital Deolane Bezerra, fundamentando o pleito no fato dela ser mãe, pretendia converter em prisão domiciliar a sua prisão preventiva, efetivada no âmbito da Operação Vérnix, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) e pela Polícia Civil no dia 21 de maio. A força-tarefa cumpriu também 17 mandados de busca e apreensão com o objetivo de desbaratar um esquema de lavagem de dinheiro, que movimentou R$ 327 milhões, ligando a influenciadora ao PCC e, em especial, a Marco Herbas Camacho, conhecido como Marcola, já cumprindo pena no sistema carcerário de segurança máxima em Brasília.
Por unanimidade, a Quinta Turma do STJ, em sessão realizada nesta terça-feira (9/6), rejeitou a tese da defesa, acatando os argumentos do Ministério Público no sentido de que "da decisão pela qual o juízo de primeiro grau decretou a prisão preventiva da Deolane Bezerra, consta exposição individualizada e pormenorizada da participação da agravante nos crimes em apuração, indicando seu intenso envolvimento com a organização criminosa e com o esquema de lavagem de dinheiro descoberto pelos órgãos de persecução penal".
O subprocurador-geral de Justiça de Relações Institucionais, Arthur Lemos Junior, e o coordenador do Núcleo de Apoio Especializado em Criminalidade Organizada, Lavagem de Dinheiro e Corrupção (NUCRIM), Olavo Pezzotti, estiveram em Brasília para acompanhar pessoalmente o julgamento.