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Administração Superior e Gestão

Operação Carbono Oculto resulta em prêmio para o Ministério Público de São Paulo

Procurador-geral de Justiça recebeu distinção no Foro Internacional Antifraude

Nesta quinta-feira (7/5), o procurador-geral de Justiça, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, recebeu, em nome do MPSP, o "Prêmio Especial de Enfrentamento à Fraude Organizada - Operação Carbono Oculto". A distinção foi concedida pelo Foro Internacional Antifraude, uma organização que articula uma aliança entre atores do setor público e da esfera privada com o objetivo de combater a fraude organizada, colocando na mesa quem fiscaliza e quem opera, quem regula e quem inova, quem investiga e quem previne.

Em sua terceira edição, realizada em Brasília, o Foro Internacional Antifraude trouxe para a América Latina os compromissos firmados no Global Fraud Summit, em Viena. Com coorganização do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime no Brasil, o evento reuniu keynote speakers de alto nível, entre eles ministros e autoridades de destaque do setor público e privado, além de 13 salas temáticas e da I Mostra de Integração Tecnológica Público-Privada.

Em sua manifestação, o PGJ ressaltou a importância de uma atuação integrada para enfrentar a infiltração do crime organizado na economia formal. A Operação Carbono Oculto, que motivou a premiação, teve a sua deflagração em 28 de agosto de 2025. Conforme Oliveira e Costa explicou, tratou-se de ação integrada com foco na desarticulação de um intrincado esquema colocado em prática por organizações criminosas investigadas de participação fraudulenta no setor de combustível, com infiltração de integrantes da facção Primeiro Comando da Capital (PCC), lesando não apenas os consumidores que abastecem seus veículos, mas toda uma cadeia econômica. Ocorreu uma grande movimentação de uma força-tarefa de 1.400 agentes liderada pelo MPSP, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), composta pelo Ministério Público Federal, pela Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar, Receita Federal do Brasil, Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo, Agência Nacional do Petróleo (ANP) e Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo (PGE/SP), bem como os GAECOs de outros sete Estados. A investigação resultou no mapeamento de mais de 350 alvos – pessoas físicas e jurídicas – que praticavam crimes contra a ordem econômica, adulteração de combustíveis, crimes ambientais, lavagem de dinheiro, fraude fiscal e estelionato. As irregularidades foram identificadas em diversas etapas do processo de produção e distribuição de combustíveis.

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