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Criminal

Ataque em escola leva MPSP a denunciar acusado por dupla tentativa de homicídio

Estudante usou faca para atacar aluna e funcionária em Tapiratiba

O Ministério Público de São Paulo denunciou, por intermédio da promotora de Justiça Larissa Castilho, um homem que tentou matar uma estudante e uma funcionária dentro das dependências da Escola Municipal Monsenhor João Luiz do Prado, em Tapiratiba. O acusado e uma das vítimas são alunos do curso de administração na Universidade Virtual do Estado de São Paulo (UNIVESP), cujas atividades presenciais são desempenhadas no espaço físico daquela unidade de ensino. A outra mulher é colaboradora na instituição de ensino superior.

De acordo com a denúncia, levada ao Judiciário nesta quinta-feira (11/6), o denunciado compareceu ao polo da UNIVESP em 19 de maio deste ano para a realização de uma prova presencial. Segundo a denúncia, ele se dirigiu até a sala onde as vítimas estavam e, inicialmente, atacou pelas costas a estudante, que se encontrava sentada. Munido de uma faca, ele a puxou pelos cabelos e passou a desferir diversos golpes e chutes, atingindo regiões vitais do corpo, inclusive quando a mulher já estava caída. A vítima conseguiu fugir do local, apesar dos ferimentos.

Na sequência, o homem voltou sua atenção para a colaboradora da universidade, contra quem também desferiu golpes com a faca. Conforme a peça acusatória, mesmo diante das tentativas de fuga das duas mulheres, ele insistiu nas agressões, perseguindo as vítimas pelas dependências da escola na tentativa de consumar os crimes. As mortes somente não ocorreram porque ambas conseguiram escapar em mais de uma oportunidade, além da rápida intervenção da Guarda Civil Municipal e do atendimento médico recebido. Após os ataques, o denunciado ainda enviou mensagem a um grupo virtual da turma afirmando que sua conduta seria uma resposta a supostos episódios de bullying e chantagem.

Caso a denúncia seja aceita no teor proposto pelo MPSP, o acusado responderá por duas tentativas de homicídio qualificadas por motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa das vítimas. A promotora apontou também o fato de os crimes terem sido praticados nas dependências de instituição de ensino como circunstância capaz de agravar a pena. Além disso, foi requerida a fixação de valor mínimo para reparação dos danos suportados pelas vítimas.