Com Operação Prisma, GAECO e PM investem contra PCC na região de Franca
Com Operação Prisma, GAECO e PM investem contra PCC na região de Franca
Agentes cumprem 33 mandados de prisão
O Ministério Público de São Paulo, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), em ação conjunta com a Polícia Militar, deflagrou, na manhã desta sexta-feira (14/11), a Operação Prisma, destinada ao cumprimento de mandados de prisão temporária e mandados de busca e apreensão contra integrantes da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) atuantes na região de Franca e municípios vizinhos.
De acordo com o relatório consolidado da operação, houve a expedição de 34 mandados de prisão, dos quais 23 foram efetivamente cumpridos. As autoridades detiveram alvos em Franca, municípios da região e estados limítrofes. Por ora, oito pessoas seguem foragidas.
O cumprimento dos 36 mandados de busca resultou na apreensão de 79 celulares, seis balanças de precisão, três pen drives, um notebook, cadernos de anotações, diversas porções de drogas (maconha, cocaína e crack) e uma arma de fogo calibre .357 com seis munições, assim como na recuperação de um veículo furtado.
A operação mobilizou 189 policiais militares, contando com apoio de 62 viaturas, equipes do Batalhão de Ações Especiais de Polícia, da Força Tática e do policiamento territorial, além do emprego de cinco aeronaves remotamente pilotadas (drones) e um helicóptero, garantindo cobertura aérea e vigilância operacional durante o cumprimento das ordens judiciais. O Ministério Público e a Polícia Militar seguem atuando de forma integrada para o completo mapeamento da atividade criminosa regional, com novas diligências já em andamento.
Segundo a investigação, existia uma estrutura criminosa organizada, estável e hierarquizada, envolvida no tráfico de drogas, na imposição de decisões internas conhecidas como “disciplina do comando” e na prática de crimes contra o patrimônio. Foram identificados dezenas de envolvidos, distribuídos em funções específicas dentro da facção, incluindo atividades de logística, cobrança, difusão ideológica e resolução de conflitos por meio dos chamados “tribunais do crime”.
Como resultado da apuração, que incluiu análise de grande volume de mensagens, áudios e dados extraídos de dispositivos eletrônicos, a Justiça expediu mandados de prisão temporária, além de diversos mandados de busca e apreensão, nas cidades de Franca, Cristais Paulista, Jeriquara, Altinópolis, Cravinhos, Matão, Ribeirão Preto, Ituverava, São Carlos, Patrocínio Paulista, Miguelópolis, Delfinópolis e Uberlândia, estas duas últimas no Estado de Minas Gerais. A decisão judicial destacou a gravidade dos crimes, a periculosidade dos investigados e o risco concreto de fuga, autorizando inclusive o acesso a dados armazenados em aparelhos celulares para aprofundamento das investigações.
Assim como um prisma decompõe e revela elementos contidos em um único feixe de luz, a ação integrada do GAECO e da Polícia Militar tornou possível identificar, separar e compreender as diferentes funções e ramificações da estrutura criminosa que atuava na região, permitindo sua desarticulação de forma precisa e coordenada. Por isso a denominação da operação, que reafirma o compromisso do MPSP e da Polícia Militar com a repressão qualificada ao crime organizado, especialmente nas regiões em que a atuação da facção busca se estruturar ou se expandir.