Gaeco deflagra Operação Ventríloquo em Ribeirão Preto e Araraquara
Gaeco deflagra Operação Ventríloquo em Ribeirão Preto e Araraquara
Na manhã desta quarta-feira (6/9), o núcleo de Ribeirão Preto do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público de São Paulo (Gaeco), deflagrou, com apoio da Polícia Militar, pelo Comando do Policiamento do Interior 3, a operação Ventríloquo, para cumprimento de mandados judiciais de prisão e de busca e apreensão expedidos pela Justiça, nas cidades de Ribeirão Preto e Araraquara.
Participaram da operação seis promotores de Justiça, seis agentes do Ministério Público e cinquenta e quatro policiais militares do 51º BPMI, 3º BPMI e 13 BPMI.
Foram cumpridos seis mandados de prisão e dez mandados de busca e apreensão, dois em lojas de veículos. Um suspeito foi preso tentando fugir por rodovia, sendo capturado pela Polícia Militar Rodoviária. Outros dois suspeitos já haviam sido presos durante as investigações em flagrantes de tráficos de drogas.
As investigações, iniciadas no segundo semestre de 2016, visavam apurar a atuação de integrante ligado à cúpula da facção criminosa na região.
Durante meses de investigação, foram monitorados vários delitos de tráficos de droga praticados pelo grupo, levando à apreensão de mais de 100 quilos de maconha e dois de cocaína.
O grupo é suspeito de lavar dinheiro do tráfico através da compra e venda de veículos. Um dos presos, funcionário de loja de automóveis, é suspeito de intermediar essas negociações. Veículos de valor foram negociados durante as investigações.
O líder do grupo se trata de integrante ligado à cúpula da organi zação criminosa, parte das 'células de inteligência' da facção, suspeitando-se ser responsável pelo planejamento e execução de assassinato contra agentes públicos na região.
Nesta manhã, foram apreendidos 791 quilos de maconha, sendo 51 quilos encontrados em uma escola abandonada em Ribeirão Preto e outros 740 quilos em uma residência em Araraquara, além de um simulacro de arma de fogo (fuzil), veículos, documentos e diversos aparelhos de comunicação em poder dos investigados.
O Gaeco de Ribeirão Preto tem quinze dias para concluir as investigações, ouvindo pessoas e analisando o material apreendido, para apresentar denúncia à Justiça.
Os investigados podem responder por crimes de organização criminosa (três a oito anos de pena), tráfico de drogas (cinco a 15 anos de pena), associação ao tráfico (três a dez anos de pena) e lavagem de dinheiro (três a dez anos de pena). As penas podem chegar a 73 anos de prisão.
O nome da operação se deve ao comportamento do líder do grupo, que se comunicava através de interpostas pessoas, procurando evitar ser relacionado com as atividades ilícitas que comandava.
As fotos da operação podem ser acessadas neste link.