MPSP cobra dos municípios da Baixada Santista dados sobre medidas contra efeitos do El Niño
Com procedimento, MPSP acompanha medidas contra efeitos do El Niño na Baixada Santista
Promotora ainda recomendou aos prefeitos a adoção de um conjunto de iniciativas
Com a finalidade de verificar a eventual implementação de políticas públicas voltadas à prevenção e mitigação dos impactos do fenômeno climático El Niño na região da Baixada Santista, o Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (GAEMA) pediu uma série de esclarecimentos aos nove municípios da região. A medida integra Procedimento Administrativo de Acompanhamento instaurado nesta segunda-feira (8/6) pela promotora Almachia Acerbi.
As informações solicitadas dizem respeito, por exemplo, à existência de planos municipais de contingência e prevenção, à realização de obras de drenagem e contenção de encostas em áreas vulneráveis, às ações da Defesa Civil para emissão de alertas e realização de simulados, bem como à possível articulação entre municípios e os governos estadual e federal para adoção de medidas conjuntas de enfrentamento dos efeitos do fenômeno.
Ao instaurar o acompanhamento, a promotora destacou alertas da Organização Meteorológica Mundial (OMM) sobre a elevada probabilidade de ocorrência de um episódio forte de El Niño entre 2026 e 2027, com potencial para intensificar o aquecimento global e aumentar a frequência de eventos climáticos extremos, como secas, enchentes e ondas de calor. Entre os impactos previstos estão prejuízos ao abastecimento de água, à produção agrícola e à saúde pública.
No caso específico da Baixada Santista, o procedimento ressalta a possibilidade de chuvas acima da média, com aumento dos riscos de alagamentos em áreas baixas e próximas a canais, além de deslizamentos em morros e encostas habitadas, especialmente em Santos, São Vicente, Guarujá e Cubatão. A portaria também menciona a ocorrência de ondas de calor e seus impactos sobre a população e a infraestrutura urbana da região. Diante desse cenário, o GAEMA recomendou aos prefeitos o reforço dos sistemas de drenagem, a conclusão de obras de contenção em áreas vulneráveis, a ampliação de campanhas educativas, a criação de abrigos temporários para famílias em áreas de risco, o fortalecimento da vigilância sanitária para prevenção de doenças transmitidas por vetores e a integração entre os setores de saúde e assistência social.