Operação Sharpe desarticula reorganização do tráfico de drogas na cracolândia
Operação Sharpe desarticula reorganização do tráfico de drogas na cracolândia
GAECO, PM e Polícia Civil dão cumprimento a mandados nesta segunda
Na manhã desta segunda-feira (8 de setembro), agentes do Grupo de Atuação Especial do Combate ao Crime Organizado (GAECO) do MPSP, da Polícia Militar e da Polícia Civil foram a campo para dar cumprimento a dez mandados de prisão preventiva e 21 mandados de busca e apreensão na Operação Sharpe, que é desdobramento da Operação Salus et Dignitas, deflagrada no dia 6 de agosto de 2024 com o objetivo de desarticular ações do crime organizado na região do centro de São Paulo denominada como “cracolândia”.
A operação teve como resultado a quase total eliminação das cenas abertas de uso de drogas na região, já que o tráfico de drogas era, segundo o levantamento feito por um ano, apenas uma das vertentes dos crimes cometidos em um ambiente transformado em um verdadeiro "ecossistema para o cometimento de ilícitos", cujas ordens centrais partiam do Primeiro Comando da Capital – PCC no interior da comunidade conhecida como “Favela do Moinho”.
Na ocasião, nenhum dependente foi detido. Houve, entretanto, a detenção de lideranças e fechamento de inúmeros estabelecimentos (hotéis, bares, empresas de reciclagem, lojas para venda de celulares) dominados pela organização criminosa, bem como a prisão de agentes públicos envolvidos em atividade de milícia.
Na continuidade das investigações, descobriu-se que a liderança presa da “Favela do Moinho” continuava a emitir ordens criminosas de dentro do presídio, com a finalidade de intimidar funcionários do CDHU, impedindo, outrossim, que as famílias residentes aceitem indenização pelas suas moradias sob o falso pretexto de resistência da comunidade local.
Nesta segunda, as autoridades desferem novo golpe no grupo criminoso, que tentava se reorganizar por meio do tráfico de entorpecentes e que permanecia coagindo moradores e agentes públicos que trabalham na reurbanização da “Favela do Moinho”, cuja área será transformada em um parque público, assim como as famílias serão realocadas e devidamente indenizadas pelas suas moradias.