Link de exemplo

Voltar para Notícias

Criminal

Em Rio Preto, Justiça sentencia réu por violência extrema contra companheira

Condenação passa dos 28 anos e atestou crimes como estupro e divulgação de cena íntima

No dia 13 de maio, o MPSP obteve a condenação de um homem por cárcere privado qualificado, registro não autorizado da intimidade sexual, estupro em continuidade delitiva, divulgação de cena de sexo e tortura qualificada. A pena total ultrapassa os 28 anos de prisão em regime inicial fechado, mais 1 ano e 2 meses no semiaberto. O réu já estava preso preventivamente, não poderá recorrer em liberdade e deverá pagar dez salários mínimos à vítima como reparação por danos morais. A mulher, então companheira do condenado, sofreu as agressões entre 14 e 20 de agosto de 2025, dentro do Parque Residencial Lealdade e Amizade, em São José do Rio Preto.

De acordo com a ação penal, na qual atuaram os promotores João Santa Terra e Heloisa Gaspar Martins Tavares, o homem retomou contato com a vítima após episódios anteriores de violência doméstica e a convenceu a reatar o relacionamento. Já na residência dele, ela passou a ser mantida em cárcere privado, submetida a agressões físicas e psicológicas contínuas, motivadas por ciúmes e comportamento possessivo. Segundo os autos, a mulher sofreu sucessivas sessões de violência, ameaças e humilhações, ficando impossibilitada de deixar o imóvel em razão das lesões e do controle exercido pelo agressor.

As investigações também apontaram que o réu registrou imagens íntimas da vítima sem autorização e posteriormente divulgou parte do material. Laudos periciais, fotografias, exames médicos e depoimentos reunidos durante a instrução comprovaram a gravidade das agressões, que resultaram em múltiplas fraturas e longo período de recuperação física e psicológica. A sentença destacou ainda o contexto de violência doméstica e o intenso sofrimento imposto à vítima ao longo de vários dias.