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Criminal

GAECO denuncia três que usaram fintechs para lavar dinheiro em benefício de facção

Fatos foram apurados na Operação Hydra após informações de Antônio Vinicius Gritzbach

No âmbito da Operação Hydra, deflagrada no dia 25 de janeiro pelo MPSP e pela Polícia Federal, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) denunciou, no dia 14 de março, três homens acusados de usar duas fintechs para dissimular a origem ilícita de recursos usados por integrantes do PCC. Para os promotores, eles devem responder por delitos de organização criminosa (Lei 12.850/13) e lavagem de dinheiro (Lei 9.613/98) cometidos de forma continuada.

Além da condenação pelos crimes, o GAECO requereu ainda que os denunciados sejam obrigados a pagar a quantia mínima de R$ 100 milhões a título de reparação e indenização pelos danos causados. Foi pedida também a manutenção das medidas cautelares pessoais e patrimoniais já deferidas, notadamente a prisão preventiva, o sequestro de bens, a suspensão da atividade econômica e o afastamento do sigilo bancário e fiscal.

De acordo com os promotores, os alvos da denúncia agiam por meio de práticas como smurfing (fracionamento de transações usando carteiras digitais e contas bancárias virtuais), operações com criptomoedas, contas de laranjas, empresas de fachada e empréstimos fraudulentos.

As investigações começaram a partir de informações dadas por Antônio Vinicius Gritzbach, que firmou acordo de colaboração premiada com o MPSP. Ele narrou a logística montada por criminosos para a circulação de valores de origem ilícita e acabou assassinado no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em 8 de novembro do ano passado.  

Segundo a denúncia, as fintechs direcionavam os depósitos para contas de laranjas e sobre estas mantinham total controle. Assim, posteriormente, o negócio jurídico era formalizado sem despertar suspeitas de órgãos de fiscalização, como o Banco Central e a Receita Federal. No caso das duas empresas citadas, a manobra para a compra e venda de imóveis tinha o objetivo de ocultar os reais interessados pelas aquisições, integrantes da alta hierarquia da facção criminosa.