Promotoria denuncia, e mulher que provocou morte da filha em Itapira vira ré no processo
Promotoria denuncia, e mulher que provocou morte da filha em Itapira vira ré no processo
Ela jogou cadáver em rio e fez falsa comunicação de crime
O Judiciário da Itapira recebeu denúncia oferecida pelo Ministério Público contra Jennifer Natália Pedro, decretando a prisão preventiva da ré. Jennifer irá responder pela morte da própria filha, Isis Helena Rosa Schotem, que tinha 1 ano e dez meses de idade. A denúncia é por homicídio qualificado com uso de recurso que impediu a defesa da vítima, além da majorante de se tratar de vítima menor de 14 anos de idade, e ainda por ocultação de cadáver e comunicação falsa de crime, em razão de, mediante omissão e com dolo eventual, ter causado a morte da criança.
Jennifer jogou o cadáver da criança no rio e, em seguida, comunicou falsamente a ocorrência do delito de subtração de incapaz.
Segundo o apurado, a denunciada era mãe da vítima, que nasceu prematura, possuía microcefalia, leucomalácia, refluxo gastroesofágico e atraso em seu desenvolvimento. No dia dos fatos, após dar leite à criança, Jennifer foi dormir, sem vigiar o consumo do alimento. Isis Helena acabou se engasgando com o leite e falecendo. Por volta das 6h15 da manhã, quando Jennifer acordou, viu que a filha estava de barriga para cima, com leite e espuma na boca e com o corpo frio, constatando a morte da criança.
Mesmo após se deparar com tal situação, a ré não acionou socorro para a filha, nem avisou algum familiar, deixando a criança ali, saindo de bicicleta para levar seu filho mais velho na creche. Em seguida, Jennifer foi até a casa de sua mãe, pegou a motocicleta e retornou para sua casa, onde colocou o corpo da pequena Isis Helena dentro da mochila, dirigindo-se ao Bairro Duas Pontes, local em que jogou o cadáver da criança no rio.
Após ocultar o cadáver, Jennifer dirigiu-se à Delegacia de Itapira noticiando o desaparecimento da criança, elaborando o boletim de ocorrência nº 019/2020, comunicando subtração de incapaz, crime que sabia não ter ocorrido.
Processo número 1500208-69.2020.8.26.0272.