Influenciadora e líderes de facção responderão por organização criminosa e lavagem de dinheiro
Influenciadora e líderes de facção responderão por organização criminosa e lavagem
Denúncia de autoria do GAECO foi recebida pelo Judiciário nesta semana
A 3ª Vara de Presidente Venceslau aceitou, nesta terça-feira (16/6), a denúncia oferecida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) contra uma influenciadora, dois líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e mais três pessoas por organização criminosa e lavagem de capitais. A decisão, que transformou os acusados em réus e deu efetivo início à ação penal, determinou o bloqueio de bens de um dos envolvidos, apontado como operador de um esquema que usou uma transportadora para dissimular e reinserir na economia formal recursos ilícitos obtidos pela facção. A Justiça ainda deferiu pedido do GAECO para o depósito cautelar de joias e relógios apreendidos.
Segundo a denúncia, o grupo estruturou um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro destinado a ocultar valores provenientes de atividades criminosas ligadas ao PCC, como tráfico de drogas. As investigações identificaram a utilização de uma transportadora como empresa de fachada para movimentação dos recursos, além do emprego de depósitos fracionados, transferências por Pix, contas de terceiros, empresas interpostas e outras estratégias destinadas a dificultar o rastreamento dos valores. Relatórios de inteligência financeira e análises de sigilos bancário e fiscal apontaram movimentações incompatíveis com a capacidade econômica declarada dos investigados e a aquisição de bens de alto valor utilizados para integrar os recursos ilícitos ao patrimônio formal.
De acordo com os autos, dois dos denunciados exerciam funções de liderança na facção, enquanto os demais atuaram em diferentes etapas da engrenagem financeira responsável pela ocultação e circulação do dinheiro. A decisão judicial destacou a existência de indícios suficientes de autoria e materialidade para o recebimento da denúncia, ressaltando que a investigação reuniu elementos como mensagens extraídas de aparelhos celulares, relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), documentos bancários, comprovantes de depósitos e informações obtidas em operações anteriores relacionadas ao mesmo esquema.