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Monday , 05 de december de 2016

Em concurso de música, jovens cantam igualdade entre gêneros e fim da violência

Premiação do concurso Vozes Pela Igualdade de Gênero aconteceu na sede do MPSP
Premiação do concurso Vozes Pela Igualdade de Gênero aconteceu na sede do MPSP

Direitos iguais para homens e mulheres, o enfrentamento à violência doméstica, o fim do preconceito, e a luta pela liberdade das mulheres estão nos versos das músicas vencedoras do Concurso de Música Vozes Pela Igualdade de Gênero, realizado pelo Ministério Público do Estado de São Paulo e pela Secretaria de Estado da Educação. A cerimônia de premiação ocorreu nesta segunda-feira, 5 de dezembro, durante a campanha dos 16 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência Contra a Mulher, na sede do MPSP. A primeira colocada será gravada pelo produtor Rick Bonadio, jurado do programa XFactor. 

Todos os participantes do concurso Vozes Pela Igualdade De Gênero reunidos

Em primeiro lugar, a música “Primeiro Passo” destaca: “E elas lutam, lutam de verdade, cansaram de tudo isso, e agora buscam liberdade”. O autor, o estudante Nathan Pereira da Silva, da Escola Estadual Deputado Silva Prado, que teve a orientação da professora Cristiane Macário de Lima, faz um convite aos homens na luta pelos direitos das mulheres: “Você não precisa ser mulher para aderir à causa”.

Relatando em versos uma história de violências sofridas por uma mulher, a segunda colocada, a música “Voar”, termina com esperança: “Uma atitude faz de homens e mulheres iguais, juntos com seus ideais, eles só querem sonhar, a sociedade melhorar, e juntos com a desigualdade acabar”. A música é de autoria do grupo “Vozes da Tribo”, composta pelos estudantes Luan Braz, Thailany Santiago V. Santos, Samuel Da Silva Leite, Arthur Santiago V. Santos e Vinicius Cosseti, da Escola Estadual Dona Cyrene de Oliveira Laet, e sob orientação da professora Sandra Martins Modesto.

alunos vencedores

Recebem os prêmios Nathan Pereira da Silva (1º lugar); o grupo "Vozes da Tribo (2º lugar); e o aluno Luiz Augusto Gomes de Lima (3º lugar)

A terceira colocada destaca em seu refrão uma provocação: “Me diga, Me diga, mais quantas Marias, no mundo terão que ser vítimas?”. A música "Me Diga" é de autoria do estudante Luiz Augusto Gomes de Lima, da Escola Estadual Prof. Joaquim Luiz de Brito, sob a orientação do professor Waldir Fante Filho.

Além da apresentação das músicas vencedoras, o evento reuniu os cantores Kell Smith, o grupo de rap A´s Trinca e o rapper Rafael Teixeira, que entoaram músicas de respeito à mulher e empoderamento feminino.

apresentações

 A´s Trinca, Rafael Teixeira e Kell Smith

Para a promotora de Justiça, Valéria Scarance, coordenadora do Núcleo de Gênero do MPSP, o concurso Vozes Pela Igualdade de Gênero, foi uma forma de derrubar preconceitos que persistem na sociedade. “Foi possível criar novas ideias, porque a música não precisa de mandado para entrar nas casas, a música não pede licença, a música não tem hora, a música não tem lugar e a música fala para qualquer pessoa, mesmo para aquela que não quer ouvir”. Para o subprocurador-Geral de Justiça de Planejamento Institucional, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, que representou o Procurador-Geral de Justiça, Gianpaolo Smanio, o trabalho realizado por todos os jovens que participaram do concurso, é um tributo à cidadania: “vocês são jovens e estão tratando de um assunto tão importante para a sociedade”.

Para falar sobre enfrentamento à violência e respeito à mulher com jovens e adultos de forma lúdica, o concurso envolveu estudantes das 13 Diretorias de Ensino da capital. Segundo Thiago Teixeira Sabatine, do Núcleo de Inclusão Educacional da Secretaria da Educação, usar a música para falar com os jovens é estratégico, ao discutir um tema “tão dolorido, difícil e inquietante”.

A entrega das medalhas e troféus para os alunos e escolas premiadas foi realizada pelas promotoras de Justiça Fabiola Sucasas e Silvia Chakian, também organizadoras do concurso e pelo produtor musical Hélio Leite, da Midas Music, produtora que irá gravar a música vencedora. Para Leite, “a música é um fio condutor de emoção, fio condutor de muitas mensagens e de uma nobreza incrível quando se sabe aproveitar este instrumento que nós temos e que é muito poderoso”.

Sobre o concurso Vozes Pela Igualdade de Gênero

O concurso foi lançado no dia 6 de outubro de 2016. Puderam participar do concurso alunas e alunos das escolas estaduais da capital, regularmente matriculados e frequentes no ensino médio de curso regular ou da Educação de Jovens e Adultos (EJA), por meio da adesão da escola. No caso das inscrições em grupo, era obrigatória a participação de integrante do gênero feminino.

Para ampliar a mobilização, os grêmios estudantis das escolas e os coordenadores pedagógicos receberam uma tarde de formação à distância, por meio de videoconferência transmitida pela Rede do Saber, com promotoras de Justiça do Grupo de Enfrentamento à Violência Doméstica (Gevid) e do Núcleo de Gênero, ambos do MPSP, e de educadores da Secretaria da Educação sobre o que é gênero; o que é violência de gênero, uma reflexão sobre os 10 anos da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006); mapeamento das políticas públicas para as mulheres vítimas de violência; além de dicas e mobilização para o concurso.
Para se aproximar ainda mais das escolas, que participaram da formação à distância, as promotoras de Justiça e o Núcleo de Inclusão Educacional da Secretaria da Educação visitaram quatro escolas para um bate-papo sobre igualdade de gênero, envolvendo cerca de 2.000 alunos, um momento de aprofundar o debate e ouvir os estudantes sobre as suas perspectivas em relação à violência contra a mulher na sociedade brasileira.

O concurso Vozes Pela Igualdade de Gênero - 2016 teve três fases: a primeira foi uma composição musical e a escolha pela escola; a segunda fase foi a avaliação das Diretorias de Ensino; a última fase foi a escolha da comissão julgadora formada por representantes do MPSP, da Secretaria da Educação e da área musical. Participaram da fase final 17 composições musicais.


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